sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Descobrindo a arte de Baco

Viajar é muito bom. Melhor ainda quando o roteiro é para conhecer vinícolas e gastronomia local. Isso mesmo. À convite das importadoras Porto a Porto e Casa Flora fui a Portugal e Espanha. Descobrindo a arte de Baco em lugares que um dia havia estado, mas nunca entre a imensidão de parreirais descortinando cenários de várias matizes.

Conheci a Caves João Portugal Ramos – Adega Vila Santa - hoje referência mundial e um dos principais representantes de uma nova geração de enólogos portugueses. A vinícola é aberta ao público com visitação orientada e degustação, desde que seja agendada. (http://www.jportugalramos.com/)
O cicerone foi João Portugal, um jovem de pouco mais de 25 anos, que apresentava com orgulho o trabalho desenvolvido por seu pai. Caminhei entre inúmeras barricas de vinho, cujos números impressionavam. Uma grande lição.

Foi em 1990 que o enólogo João Portugal Ramos plantou seus primeiros cinco hectares de vinhas na região de Estremoz, no sul do país, com a missão de ser referência em nível mundial, conferindo identidade a vinhos diferentes e acessíveis. Deu certo.

A vinícola elabora vinhos na área do Alentejo, Douro, Tejo, Beiras e vinhos Verdes. Desde 2007 João Portuga Ramos, juntamente com o também enólogo José Maria Soares Franco, possui o projeto Duorum, uma parceria exclusivamente dedicada ao Douro. Esses vinhos chegam ao Brasil através das importadoras Porto a Porto e Casa Flora.
Estava com um grupo de profissionais da Porto a Porto e Casa Flora, eles mais experientes, eu na ânsia de aprender. Vi sem romantismo a tecnologia moderna no processo de engarrafamento. Uma tremenda linha de montagem.
A oportunidade de conhecer o laboratório onde leveduras são concebidas facilitando a fermentação, como também transformam o vinho produzido.
Antecendo ao almoço tivemos a oportunidade de degustar alguns embutidos e vinhos como Vila Santa, Marques de Borba, Lois e Alvarinho. Vinhos elegantes, alguns com taninos compactos e envolventes como o Lois (castas Aragones e Trincadeira) e o Marques de Borba.
Se tivesse que escolher apenas um, a resposta seria o Alvarinho. Sabia que a casta Alvarinho é top da região Reguengos de Melgaço. Não decepcionou. Exuberante, atraente, aroma intenso, cítrico e floral, com cara de salada de frutas. Amei.
O almoço foi oferecido no bonito restaurante da vinícola. Servido de um jeito informal. A louça, delicada e personalizada em relação ao ambiente, encantou a nós convidados.
Fiquei na salada de tomate, folhas verdes e no arroz de pato, simples e muito saboroso. Antes foi servida uma apetitosa sopa verde onde o coentro era a grande estrela. 
De sobremesa salada de frutas, o delicioso pudim Abade de Priscos e tábua de queijos...divinos!
Após o almoço acompanhados por Miguel Martins, um dos integrantes da diretoria de J.Portugal Ramos, fomos conhecer o Palácio Paço Ducal um dia casa da dinastia de Bragança. Visita guiada por profissional/historiador. Diante de cada obra de arte, escultura e mobiliário, a explicação detalhada. Mas o que mais me impressionou foi à cozinha. Vichi...quanta panela.
Encerramos a noite no restaurante da Adega Vila Santa tendo Miguel Martins como anfitrião, ele que durante à tarde nos acompanhou à visita ao castelo.
Na foto esq./d: Elis Carbanilhas Glaser, Rodrigo Correia Oliveira, Juliana Mickbah, Camila Podolak, eu, Marcio Barbieri, Miguel Martins (em pé), Thiago Torres, Simone Meirelles. Os outros companheiros em mesa dividida.

Uma boa dica para quem pretende conhecer essa encantadora vila alentejana – distrito de Évora – é hospedar no Hotel Pateo Solares – www.pateosolares.com/ 
Quartos confortáveis, claros, ambiente social acolhedor, área de lazer com piscina e bar. Diária/casal cerca de 120 euros, incluso café da manhã. Recomendo. 

Viajei a convite de Porto a Porto e Casa Flora. Experiência muito rica. Valeu!!

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