Curitiba
foi palco de uma reflexão sensível e contemporânea sobre o papel
da arquitetura nas cidades. A convite da Construtora e Incorporadora
Porto Camargo e do escritório PROA, o arquiteto e consultor Edson
Yabiku participou de um bate-papo com arquitetos, construtoras e
investidores, trazendo um olhar global sobre Arquitetura, Cidades e
Qualidade de Vida e, principalmente, provocando no
vas formas de
pensar o espaço urbano.
Paranaense
radicado em Londres, Yabiku compartilhou um panorama da arquitetura
mundial, analisando histórias, contextos e propósitos que moldam
projetos ao redor do mundo. Mais do que estética ou tendência, a
arquitetura contemporânea, segundo ele, precisa carregar
significado. “No papel de consultor, sou questionador”, afirmou,
ao comentar sua atuação no empreendimento que a Porto Camargo
lançará ainda em 2026, em um terreno emblemático na Praça
Ucrânia.
Ainda
em fase de desenvolvimento, o projeto nasce cercado de
questionamentos, e é justamente isso que o torna relevante.
Um
dos elementos mais simbólicos dessa proposta é a criação da Porto
das Artes, uma galeria idealizada como uma “gentileza urbana”. O
espaço busca promover conexão, convivência e vínculo com a
cidade. “É a história além da história. Existe um apelo
emocional em beneficiar o entorno, em criar pertencimento”,
explicou.
Durante
o encontro, Yabiku também trouxe provocações sobre bem-estar e
sustentabilidade, ampliando o debate para além da arquitetura em si.
Para ele, segurança urbana não precisa, necessariamente, estar
associada a muros e barreiras físicas. Há caminhos mais integrados,
onde o espaço público qualificado contribui para uma sensação de
segurança coletiva. Essa visão dialoga diretamente com o conceito
que vem sendo desenvolvido pelo escritório PROA, que aposta na
conectividade urbana como pilar do novo empreendimento.
Com
cerca de 10 mil metros quadrados e oito pavimentos, o projeto deve
reunir diferentes tipologias residenciais voltadas à família. A
fachada, segundo Yabiku, seguirá um princípio atemporal.
“Arquitetura é sustentabilidade, não é moda. Precisa resistir ao
tempo, ser simples, elegante e gerar pertencimento”, pontuou.
Ao
final, o arquiteto também fez questão de valorizar a produção
nacional. Para ele, a arquitetura brasileira vive um momento potente,
com profissionais cada vez mais reconhecidos no exterior.
Nesse
cenário, Curitiba surge não apenas como pano de fundo, mas como
protagonista de uma nova narrativa urbana, onde conceitos como amor,
solidariedade e tolerância passam a integrar, de forma cada vez mais
concreta, o desenho das cidades e a forma como as pessoas vivem e se
relacionam com elas.