sábado, 11 de julho de 2026

Jantar harmonizado com vinhos Pizzato

 

Aos enófilos e outros nem tanto é bom saber que, a Vino Nobile, promove, no dia 15 de julho, às 19h30, um jantar harmonizado com a presença do enólogo Flavio Pizzato, da Vinícola Pizzato. A experiência reunirá um menu especialmente elaborado para ser servido com diferentes rótulos da vinícola, apresentados pelo próprio enólogo ao longo da noite.

A programação tem início com uma recepção composta por pães e patês artesanais, acompanhados pelo Pizzato Brut Blanc de Blanc Tradicional. Na sequência, será servida sopa vichyssoise, harmonizada com os vinhos Pizzato Reserva Chardonnay e Pizzato Legno Chardonnay.

O primeiro prato será cupim assado com purê de batata-baroa, acompanhado pelos rótulos Pizzato Reserva Merlot e Pizzato Alicante Bouschet. Em seguida, será servido Boeuf Bourguignon, harmonizado com Pizzato Gran Reserva Concentus e Pizzato DNA99. Para encerrar a experiência, a sobremesa será morangos Romanoff com merengue, acompanhada do vinho Fausto Violette.

O investimento é de R$ 260 por pessoa, com R$ 80 de cashback para utilização na Vino Nobile. No dia do evento, os participantes também terão acesso a condições especiais para a compra dos vinhos da Vinícola Pizzato.

As vagas são limitadas. A Vino Nobile fica na Rua Flávio Dallegrave, 2418 – Hugo Lange, Curitiba (PR). Reservas: (41) 99108-3446

quinta-feira, 9 de julho de 2026

É tempo de sopas

 


O inverno chegou, mas não veio sozinho. A seleção de sopas do Au-Au está com novidades para alegria dos comensais. Novidades que estão disponível em todas as lojas e também no delivery como a Sopa de raviolini, receita com inspiração italiana, com massa artesanal recheada com carne produzida pela própria rede. Isso mesmo.

O raviolini é a versão delicada e em miniatura do tradicional ravióli. Nela, a massa fresca italiana recheada ganha formato reduzido — o sufixo "-ini", em italiano, faz referência justamente ao seu tamanho menor. Por ser menor, é excelente para absorver caldos e ser consumido em sopas, como a novidade do Au-Au. Tem o preço de R$ 39,90 nas lojas e R$ 42,90 no delivery.

A novidade se junta ao menu de sopas, que já conta com três opções: Sopa da Nonna, Capeletti in Brodo e Canja de Galinha. A Sopa da Nonna resgata a memória afetiva das casas das vovós. A receita traz carne bovina em tiras, tagliolini artesanal feito na casa, cenoura, cebola, cheiro-verde e um toque de manteiga.

Outra opção que tem um típico toque italiano é o Capeletti in Brodo, criado a partir de uma receita natalina que se popularizou pelo mundo. O termo in brodo significa "caldo", em italiano, apresentando essa união da massa recheada com frango a uma saborosa sopa.

Para completar, há ainda mais uma sopa igualmente tradicional, só que com temperos brasileiros: a canja. A receita leva frango desfiado e em cubos, arroz e cenoura. Todas as quatro alternativas são acompanhadas por torradas. (crédito de fotos Marcelo Krelling)

 Au-Au Carlos de Carvalho: Al. Dr. Carlos de Carvalho, 990 – Batel

 Au-Au Cabral: Av. Munhoz da Rocha, 770 – Cabral, Curitiba 

Shoppings: Shopping Mueller, Shopping Palladium e ParkShopping Barigui.

Delivery: telefone (41 3092-0800), site (www.auau.com.br) e também via iFood.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

A legitima inspiração italiana

 Sucesso à italiana é a melhor definição para o agradável Ernesto Ristorante (Rua Myltho Anselmo da Silva, 1.483, no Bairro Mêrces), que sob a batuta do chef Dudu Sperandio, promove neste mês de julho a 11ª edição do Festival do Fettuccine no Grana Padano.

O grande protagonista do festival é o preparo do fettuccine finalizado diretamente na peça de queijo Grana Padano. Diante dos clientes, a massa fresca é envolvida e flambada no queijo, incorporando cremosidade e sabor em uma experiência que se consolidou como uma das marcas do Ernesto ao longo de seus 15 anos de história.

Nesta edição, o cardápio reúne seis opções de pratos: Fettuccine no Grana Padano flambado (R$ 109), Fettuccine no Grana Padano flambado trufado (R$ 119), Mignon grelhado com molho Grana Padano e fettuccine (R$ 139), Mignon grelhado com molho Grana Padano trufado e fettuccine (R$ 149), Fettuccine no Grana Padano com camarões grelhados (R$ 149) e Fettuccine no Grana Padano trufado com camarões grelhados (R$ 159).

Além dos pratos principais, o festival oferece entradas como Steak Tartare, Alcachofra crocante com creme de Grana Padano e Polenta cremosa com ragu à bolonhesa e molho de Grana Padano.

Para o chef e restaurateur Dudu Sperandio, a longevidade do festival está diretamente ligada à forma como ele foi incorporado ao inverno curitibano. "O Festival do Fettuccine no Grana Padano nasceu da excelente aceitação que o Grana Padano sempre teve no nosso cardápio. Curitiba combina com boa gastronomia durante o inverno, e o festival acabou se tornando um programa tradicional tanto para os curitibanos quanto para quem visita a cidade nessa época do ano. Como acontece apenas durante o mês de julho, ele mantém esse caráter de exclusividade e continua sendo um dos momentos mais aguardados do nosso calendário".

Para encerrar a refeição as opções de sobremesa são Mousse de chocolate com creme azedo e amarena, Pudim da Vovó, Panna Cotta com frutas vermelhas e Figo Rami com mascarpone.

O cliente também pode optar pelo menu completo, acrescentando R$ 75 ao valor do prato principal para incluir uma entrada e uma sobremesa. (Credito fotos Moroni Malkovich)

O Ernesto Ristorante fica na Rua Myltho Anselmo da Silva, 1.483, no Bairro Mêrces. Reservas pelo telefone (41)4141-5477. Tem estacionamento.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Ichigo Ichie na esteira do sucesso

 

Quem sabe faz. Isso mesmo. Pelo segundo ano consecutivo, o Ichigo Ichie figura entre os 100 melhores restaurantes do Brasil no ranking 2026 da revista Exame Casual, divulgado no último fim de semana. Com apenas dois anos de funcionamento, a casa especializada em alta gastronomia japonesa ocupa a 49ª posição, sendo a mais bem colocada do segmento em Curitiba e superando dezenas de estabelecimentos tradicionais do eixo Rio–São Paulo e de outras capitais brasileiras.

Localizado na Avenida Sete de Setembro, 5970 – Seminário, o reconhecimento reforça a série de premiações regionais já conquistadas pelo Ichigo Ichie desde a inauguração. Seu estilo de cozinha alia a tradição gastronômica japonesa a uma experiência que combina técnica refinada, ingredientes premium, serviço atento aos detalhes e um ambiente sofisticado e acolhedor.


Os clientes podem aproveitar tanto o menu degustação no estilo omakase quanto opções à la carte. Embora tenha como base a culinária japonesa tradicional, o cardápio incorpora influências de outras cozinhas asiáticas, especialmente nos pratos quentes.

Entre os ingredientes utilizados estão atum Bluefin espanhol, hamachi japonês, vieiras canadenses, wagyu, foie gras e uma seleção de peixes nobres do litoral brasileiro. O menu reúne sushis, sashimis, entradas, carpaccios, selados, tartares e pratos quentes. As sobremesas são assinadas pelo Pastry Lab e desenvolvidas exclusivamente para a casa.

Uma das revelações da gastronomia japonesa, o chef Ronaldo Fogaça, de 37 anos, comanda a cozinha do Ichigo Ichie desde setembro de 2025. Integrante da equipe desde a inauguração, quando atuava como subchefe, assumiu o comando após construir uma trajetória marcada pelo domínio técnico, atenção aos detalhes, criatividade e carisma. Soma mais de dez anos de experiência na culinária japonesa.

 O nome Ichigo Ichie faz referência a um conceito filosófico japonês baseado na ideia de que cada encontro é único e jamais se repetirá da mesma forma, já que tudo e todos estão em constante transformação. A filosofia convida a viver intensamente o momento presente e inspira o trabalho de Fogaça na criação dos pratos servidos pela casa. (fotos Kauana Bechtloff)

ICHIGO ICHIE Avenida Sete de Setembro, 5970 – Seminário. Jantar: segunda-feira a sábado, das 19h às 23h30.Almoço: exclusivamente aos sábados, das 12h às 15h.Reservas: WhatsApp (41) 9896-4928. Instagram: www.instagram.com/ichigocuritiba


Festival Sabores do Inverno de Curitiba

                                                Prato oferecido na Cantina do Délio

O inverno curitibano ganha um ingrediente especial com a realização do 1º Festival Sabores do Inverno Curitiba, que acontece de 1º a 31 de julho. A iniciativa reúne alguns dos restaurantes mais tradicionais e reconhecidos da capital paranaense, convidando moradores e turistas a descobrirem sabores criados especialmente para a estação.

Durante todo o mês, os estabelecimentos participantes oferecem menus exclusivos, compostos por prato principal e sobremesa, com valores fixos de R$ 99,00 ou R$ 129,00. A proposta é proporcionar experiências gastronômicas que valorizam ingredientes, técnicas e receitas que harmonizam com o clima mais frio da cidade.

Ao todo, mais de 20 restaurantes integram o circuito gastronômico, oferecendo opções que passeiam por diferentes estilos culinários, da cozinha italiana à japonesa, passando por hambúrgueres artesanais, carnes, pizzas, culinária peruana e gastronomia contemporânea.

O festival conta com a chancela e o apoio institucional do Centro Europeu e da Abrasel Paraná, além do apoio institucional da Prefeitura de Curitiba, por meio do Instituto Municipal de Turismo (IMT), fortalecendo a iniciativa como um importante incentivo ao setor gastronômico e ao turismo durante a temporada de inverno na capital.

                                     Prato oferecido na Alchemia Bare e Restaurante
Entre os participantes desta primeira edição estão: Doppo Cucina, Quitutto, Marie Vin e Bistrot, Dom Carmino Pizzaria, Imaginum Sushi, Tuk Tuk, Happy Burger, Galeteria Caxias, Dina Pizza, Peruano Gastronomia e Cultura, Quintal do Monge, Alchemia Bar e Restaurante, Chef Express, Cutelaria Carne com Cerveja, Carlo Ristorante, Bar do Alemão, Villa Bistrô, Opera Arte, Hard Rock Cafe Curitiba, Cantina e Pizzaria Baviera, Limoeiro Casa de Comidas, Cantina do Délio e Maias Sushi.

Além de incentivar a gastronomia local, o festival reforça Curitiba como um dos principais destinos de inverno do Brasil, oferecendo uma programação que une boa comida, experiências e a hospitalidade característica da capital paranaense. Fotos divulgação 

Site oficial: https://www.saboresdoinvernocuritiba.com.br

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Muito mais que sushi e sashimi


Na cozinha, o estilo é tudo. Essa assertiva encontrei em recente visita ao Jun Sakamoto Casual, restaurante oriental localizado no ParkShopping Barigüi, Piso L3, setor Expansão. Era uma tarde fria, comum nesta época em Curitiba, mas saí de lá com uma alegria reconfortante, após um menu extraordinário de pratos quentes revelando toda a diversidade de uma das culinárias mais ricas do mundo.

Inspirado na tradição dos izakayas e restaurantes japoneses contemporâneos, o menu da casa reúne opções que valorizam técnicas clássicas, ingredientes selecionados e preparações capazes de aquecer os dias mais frios. São destaques pratos que combinam conforto, textura e intensidade de sabores, provando que a experiência japonesa vai muito além do sushi e do sashimi.

De entrada, Cogumelos na Manteiga, uma seleção de shimeji e shiitake, refogada em manteiga de alho e temperada com molho especial da casa. Servido em charmoso rechaud para se manter aquecido.

O
Sukiyaki, que gosto muito, me surpreendeu. As fatias finas de carne bovina, tofu, cogumelos shiitake e vegetais da estação, cozidos lentamente no caldo levemente adocicado à base de shoyu e mirin, veio em panela de ferro aquecida, é finalizado na mesa onde escolhemos o ponto da carne para degustar, foi bom demais.

Porém tenho que confirmar: o Shogayaki, prato traz fatias de peito bovino Angus grelhadas e envolvidas em um molho à base de gengibre, saquê e shoyu, imperdível. Sim, o resultado é uma combinação equilibrada entre a suculência da carne e o toque aromático do gengibre, servida com repolho finamente fatiado, em uma proposta que traduz perfeitamente o conceito de comfort food japonesa.


Cá entre nós, fiquei sabendo que o cardápio de inverno do Jun Sakamoto Casual, também tem o Tonkatsu (foto), um dos pratos mais populares do Japão, e que a receita ganhou um toque regional ao utilizar lombo de porco Moura - raça nativa do Paraná. Empanada na tradicional farinha panko e frita até atingir uma crocância impecável, a carne mantém o interior macio e suculento. Servido com molho tonkatsu e a clássica salada de repolho - o prato cria uma ponte entre a tradição japonesa e os ingredientes locais.

E mais, para quem prefere frutos do mar, o restaurante apresenta o Yakisoba de Camarão, preparado com macarrão salteado em molho especial e acompanhado por camarões, brócolis, cenoura, repolho e outros vegetais frescos. O prato entrega uma refeição completa, colorida e saborosa, ideal para os dias frios em que se busca algo reconfortante sem abrir mão da leveza.

Mais do que uma seleção de pratos para o inverno, o cardápio do Jun Sakamoto Casual é um convite para mergulhar em uma faceta muitas vezes pouco explorada da gastronomia japonesa. Entre caldos fumegantes, carnes suculentas, cogumelos aromáticos e preparações que valorizam o calor e o compartilhamento à mesa, a experiência revela uma cozinha de profundidade, tradição e afeto.

Assim é que uma estação que pede conforto e aconchego, o Jun Sakamoto Casual mostra que a culinária japonesa também sabe aquecer. E faz isso com elegância, técnica e sabores marcantes, reafirmando que o Japão gastronômico vai muito além dos sushis e sashimis — e que o inverno pode ser a época perfeita para descobrir essa deliciosa versão da cozinha oriental. Crédito de fotos Isaque, Guto Souza,Akira.

Serviço: Jun Sakamoto Casual - ParkShopping Barigüi, Piso L3, n.º 309 - Expansão.



quarta-feira, 24 de junho de 2026

10 Curiosidades surpreendentes sobre o queijo

Antes de conquistar tábuas de degustação, harmonizações sofisticadas e receitas que atravessam gerações, o queijo teve uma missão muito mais estratégica: garantir a sobrevivência humana.

Há cerca de 5 mil anos, povos que jamais se encontraram descobriram, em diferentes regiões do mundo, uma forma semelhante de transformar leite em um alimento mais durável. O acaso, combinado às enzimas presentes nos estômagos de animais usados para transportar leite, deu origem a um dos alimentos mais consumidos da história.

Da Mesopotâmia ao Egito, passando pelo Tibete e pelo Vale do Indo, o queijo acompanhou migrações, sustentou viajantes, atravessou impérios e chegou ao Brasil carregando histórias pouco conhecidas. Algumas delas explicam desde a chegada das primeiras vacas ao país até a origem do famoso mito de que manga e leite combinados fazem mal.

Para compreender essa trajetória, o engenheiro de alimentos e pesquisador do Laboratório de Queijos Finos do Biopark, Kennidy de Bortoli, eleito, com a equipe, melhor queijeiro do Brasil, reuniu curiosidades sobre a evolução do queijo e sua influência na alimentação ao longo dos séculos.

1. O queijo é mais antigo que a escrita
Arqueólogos estimam que a produção de queijo começou há cerca de 8 mil anos, antes mesmo do surgimento da escrita. Mas a prova veio com pesquisadores, que encontraram, na atual Polônia, potes de cerâmica com resíduos de gordura de leite que datam de 5.500 a.C. E essa é considerada a evidência pioneira da produção de laticínios na Europa.
Além disso, o queijo é um exemplo perfeito de convergência cultural. Povos de diferentes regiões do planeta, que nunca se cruzaram, tiveram exatamente a mesma ideia na mesma época. Enquanto os egípcios pintavam a fabricação de queijos em suas tumbas, os nômades no Tibete produziam queijo com leite de iaque (um tipo de bovino), e no Vale do Indo nascia o ancestral do queijo paneer (semelhante à cottage).

2. Um símbolo de resistência e exploração
Esqueça a geladeira, a química ou os conservantes modernos. O queijo foi o "superalimento" que permitiu a civilizações inteiras sobreviver a invernos rigorosos. Por durar meses, graças a processos como a salga e a prensagem, ele viabilizou longas explorações territoriais e garantiu o sustento de exércitos e nômades.

3. Para o Brasil, as vacas vieram de barco
Quando os portugueses desembarcaram no Brasil em 1500, não encontraram nenhuma vaca por aqui. As primeiras vieram de navio apenas em 1534, provenientes da colônia de Cabo Verde, na África. Inicialmente, os animais serviam apenas como força de tração nos engenhos de cana-de-açúcar e para o fornecimento de carne e de couro.

4. Artigo de luxo exclusivo da "Casa-Grande"
Quando a produção leiteira finalmente começou no Brasil, era tímida, artesanal e extremamente elitizada. O leite e seus derivados eram artigos de luxo, caros e escassos. Por isso, os primeiros queijos produzidos em solo brasileiro eram de consumo exclusivo dos senhores de engenho e da corte colonial.

5. A origem sombria do mito "Manga com Leite"
Você já deve ter ouvido que comer manga e beber leite faz mal. Esse mito nacional nasceu de uma estratégia cruel de controle social no período colonial. Como o leite e o queijo eram bens de alto valor, os senhores de engenho inventaram e espalharam esse boato, sem fundamento científico, para impedir que as pessoas escravizadas consumissem o leite das fazendas, ameaçando-as com o medo de uma morte dolorosa.

6. Quilombos como polos produtores inovadores
Apesar da opressão, a resiliência e a criatividade dos povos escravizados falaram mais alto. Existem relatos históricos de que, em alguns quilombos, comunidades de escravizados fugidos aplicaram as técnicas queijeiras aprendidas nos engenhos para garantir a própria subsistência. Eles chegavam a construir quartos dedicados exclusivamente à fabricação e maturação dos queijos, devolvendo ao alimento sua essência original: a sobrevivência em condições extremas.

7. Da tradição à alta gastronomia
Com a expansão da pecuária para o interior do país, no início do século XVIII, o queijo se democratizou no Brasil. Durante o Ciclo do Ouro, surgiu o Queijo Minas Artesanal para alimentar os mineradores. No século XIX, imigrantes europeus trouxeram suas tradições para o Sul, dando origem ao famoso Queijo Colonial.

8. O primeiro queijo brasileiro no top 10 mundial
Os queijos brasileiros vêm conquistando cada vez mais espaço nos principais concursos internacionais. Em 2024, pela primeira vez em mais de 36 edições do World Cheese Awards, um queijo do Brasil subiu ao pódio dos 10 melhores do mundo. Criado no laboratório de queijos finos do Biopark, o Passionata
(foto) se destaca por levar na composição uma infusão de maracujá, fruta nativa das Américas tropicais, provando que o diferencial brasileiro pode estar tanto na técnica quanto na escolha ousada de ingredientes locais. O reconhecimento ajudou a consolidar o terroir brasileiro no cenário global e abriu caminho para que produtores artesanais e grandes indústrias nacionais ganhassem destaque em competições pelo mundo.

9. A lei que prende o sabor no mapa
Você sabia que, para ser chamado de Roquefort, o queijo é obrigado por lei a ser maturado nas cavernas de calcário do vilarejo francês de Roquefort-sur-Soulzon? Se for curado do lado de fora dali, não pode levar o nome. Essa é a lógica das Denominações de Origem Protegida (DOP) – uma espécie de "certidão de nascimento" que amarra a receita ao território para impedir que fábricas do outro lado do mundo copiem a tradição. Na prática, a DOP não é um selo de qualidade, é um escudo histórico: garante que o saber-fazer de séculos não seja engolido por imitações industriais, preservando o clima, o relevo e até os microrganismos nativos que fazem cada queijo ser insubstituível.

10. O queijo fala. E há quem saiba ouvi-lo
Os maturadores experientes fazem isso para saber se o queijo está no ponto. Eles dão batidinhas secas na casca e prestam atenção no som que volta. Com os ouvidos bem treinados, dá para prever a textura do queijo e saber se ele está perfeito ou com defeito. O mais incrível? Um pequeno erro nessa "audição" pode destruir meses de trabalho. Para esses mestres, o queijo não se prova só com a boca, não. Ele fala e esses profissionais precisam saber ouvir.

 

Sobre o projeto de Queijos Finos do Biopark

O Projeto de Queijos Finos do Biopark está transformando a realidade dos produtores do Oeste do Paraná. A iniciativa oferece suporte gratuito, transferindo tecnologias de queijos de alta qualidade e valor agregado a pequenos e médios produtores de queijos da região. O trabalho abrange não só a transferência de conhecimento, mas todo o processo produtivo – desde as análises do leite e do queijo, passando pelo suporte direto na propriedade rural, até o desenvolvimento de embalagens.

Além de impulsionar a economia local, o projeto cria receitas disruptivas, como queijos inspirados no espaço sideral, que mudam de cor, transmitem a impressão de movimento e provocam sensações térmicas no paladar. "Olhar para essas curiosidades históricas nos mostra que o queijo sempre foi sinônimo de criatividade, adaptação e sobrevivência", destaca Kennidy de Bortoli. "O que fazemos no Biopark é honrar essa história. Unimos o respeito ao terroir e às origens à tecnologia de ponta. Quando o consumidor morde um queijo premiado produzido em conjunto com o projeto, ele está consumindo séculos de evolução cultural e alimentar", finaliza.(fotos divulgação)


segunda-feira, 22 de junho de 2026

Celebrando Hermeto Pascoal

 


Desde 2019 o compositor e multi-instrumentista alagoano Hermeto Pascoal é homenageado pelo grupo curitibano Rosa Armorial com o show Hermeto Armorial. O projeto com excelente repercussão, circulou em turnê pelo Paraná e, agora, virou um álbum com todo repertório gravado em estúdio que terá seu pré-lançamento neste domingo, dia 28, às 19 horas, no Teatro do Paiol (Praça Guido Viaro)

No palco, os seis integrantes do Rosa Armorial - Carla Zago (violino), Marcela Zanette (flautas), Du Gomide (Viola, Guitarra e voz), Bruna Buschle (baixos elétrico e acústico), Gabriela Bruel (percussão) e Denis Mariano (bateria e voz), vão mostrar ao público um repertório com algumas das principais composições deste grande mestre da música.


Será uma noite especial de celebração única que une a genialidade libertária de Hermeto Pascoal à estética e sonoridade do Movimento Armorial, idealizado por Ariano Suassuna. Os ingressos, com preços populares de R$20 e R$10 (meia entrada), já estão à venda pela plataforma Sympla.

Com uma vastíssima obra, sempre atual e rica em sonoridades brasileiras, Hermeto Pascoal teria completado 90 anos no dia 22 de junho, sua obra passeia por várias fases de composição, abordando do Jazz ao chorinho, do baião à milonga, da harmonia rebuscada e trabalhosa aos bordões e acordes singelos.

A partir daí foi criado em 2019, o espetáculo Hermeto Armorial que estreou com duas noites de ingressos esgotados no próprio Paiol. Em 2023, o projeto ganhou o reforço de dois mestres da improvisação brasileira: Daniela Spielmann (sax/RJ) e Alexandre Rodrigues (pífanos/PE/SP). Após circular por diversas cidades do estado entre 2024 e 2025, o repertório foi gravado em estúdio e agora ganha sua roupagem definitiva de palco.

Hermeto Armorial, de forma literal, é um perfil do compositor onde o experimentalista dá lugar ao melodioso eloquente que, com maestria nata, nos brinda com frases musicais simples e incrivelmente belas, com harmonias transparentes emoldurando a idéia musical.

Naturalmente brasileiro, Hermeto pinta seu torrão com cores ocres, cheias de representatividade nacional, refinadas pelo traço genial do criador inspirado. Prepare-se para uma viagem sonora acústica e vigorosa. O Rosa Armorial expande harmonias e sobrepõe melodias criando tramas onde tudo é som, através de um diálogo refinado entre violino, flauta transversal, viola brasileira, vozes, baixo e múltiplas (e inusitadas) percussões.

 Hermeto Armorial - show com o grupo Rosa Armorial - Domingo, dia 28, às 19 horas, no Teatro do Paiol (Praça Guido Viaro s/nº).Ingressos R$20 e R$10 (meia entrada) pela plataforma Sympla. Crédito fotos Marcia Kohatsu

sábado, 20 de junho de 2026

Au-Au Café também no Shopping Mueller


O Au-Au Café, cafeteria da rede Au-Au Lanches, inaugurou uma nova unidade no Shopping Mueller. O espaço funciona na praça de alimentação, ao lado da tradicional loja da lanchonete que já operava no local. A novidade reúne uma seleção de salgados, doces, bolos, dez opções de cafés e chás, além de outras bebidas.

Entre os destaques do cardápio estão as tortas de Cheesecake de frutas vermelhas, Banoffee, Marta Rocha, Red Velvet, Leite Ninho com Nutella, Bolo de morango, Bolo de cenoura e Torta de cenoura. As fatias custam entre R$ 16 e R$ 24. Brigadeiros e Dois Amores também fazem parte da seleção de doces.

Já a linha de salgados traz opções como pão de queijo, pão com manteiga, misto quente, coxinha de frango (com ou sem Catupiry), empadão de frango e palmito, torta de frango e pastel assado. 

Para acompanhar, o menu oferece cafés como Espresso, Macchiato, Cappuccino e Café Espanhol, além de chás especiais, brownies, sucos e outras bebidas.

 A primeira unidade do Au-Au Café no Mueller, localizada no piso L3, próxima às escadas rolantes, também continua em funcionamento.

 Au-Au Café – Shopping Mueller - Praça de Alimentação do Shopping Mueller - Av. Cândido de Abreu, 127 – Centro Cívico, Fotos Marcelo Kreling

“Tecnologia, Turismo e Destinos Inteligentes”.

 

Em uma correalização entre a Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro-PR) e o Curitiba Convention, foi promovido na terça-feira (16 de junho) no HardRock Café Curitiba, o Tech+ Summit, que teve como tema de estreia “Tecnologia, Turismo e Destinos Inteligentes”.

Na abertura do evento, a Presidente do Curitiba Convention, Gislaine Queiroz (foto), lembrou aos presentes sobre a missão da entidade, que consiste em fomentar o turismo de negócios e eventos, promovendo conexões entre empresas, fortalecendo o setor turístico de Curitiba e Região Metropolitana e gerando oportunidades concretas para os seus cerca de 160 mantenedores.

 “Ao longo dos meus dois mandatos à frente da instituição, sempre tive o propósito de realizar um evento capaz de romper barreiras e ampliar horizontes, reunindo em um mesmo ambiente os universos do turismo, dos eventos, da tecnologia e da inovação. Hoje, temos a satisfação de transformar esse objetivo em realidade, promovendo um encontro que estimula conexões estratégicas, impulsiona novos negócios e posiciona Curitiba como referência em um cenário cada vez mais integrado e inovador”, resumiu.

Em seguida, o Presidente da Assespro-PR, Adriano Krzyuy, disse que, mais do que promover networking, o objetivo é criar conexões estratégicas entre os setores de tecnologia, turismo e hotelaria, estimulando o desenvolvimento de soluções inovadoras que contribuam para a competitividade e o crescimento das empresas. 

“Vivemos um momento em que a inteligência artificial, a análise de dados e as novas tecnologias estão transformando a forma de fazer negócios. Queremos aproximar essas ferramentas do setor de turismo e eventos, mostrando como elas podem gerar eficiência, inovação e novas oportunidades de mercado”, frisou. “Por isso, convidamos todos a enxergarem o Convention não apenas como uma entidade de promoção do turismo de negócios, mas também como um parceiro na jornada de inovação e transformação digital das empresas, atuando como um elo entre os desafios do mercado e as soluções tecnológicas que impulsionam resultados”, concluiu.

A palestra principal foi proferida por Antonio Sánchez Zaplana, referência europeia em inovação, inteligência artificial, turismo inteligente e transformação digital. Durante sua fala, Zaplana destacou que, embora a tecnologia seja essencial para a transformação dos destinos turísticos, o verdadeiro desafio está na capacidade humana de interpretar informações e transformar dados em decisões estratégicas. “A tecnologia é a parte fácil; o gargalo é a capacidade humana”, afirmou.

A apresentação reforçou a importância dos dados para o desenvolvimento do setor, com a provocação de que “sem dados, você é apenas mais uma pessoa com uma opinião”. Nesse contexto, foram apresentados os chamados espaços de dados, plataformas tecnológicas que permitem que empresas e destinos turísticos compartilhem informações de forma segura, colaborativa e sob seu próprio controle. O objetivo é facilitar o acesso a dados qualificados para impulsionar a inovação e aprimorar a tomada de decisões.

O palestrante também ressaltou que o Brasil vive um momento histórico para o turismo. Com base em projeções da Deloitte, ele informou que a expectativa é que, até 2040, o mundo alcance a marca de 2,4 bilhões de turistas, consolidando destinos como Espanha, França, Estados Unidos, China e México entre os mais visitados do planeta.

Ao mesmo tempo, o crescimento acelerado do setor traz desafios importantes, como a chamada “turismofobia”, fenômeno observado em diversos destinos internacionais e caracterizado pela rejeição ao turismo em razão da saturação dos espaços urbanos, da pressão sobre a infraestrutura e do aumento do custo de vida para a população local.

Encerrando sua participação, ele lançou uma reflexão sobre o conceito de cidades e destinos inteligentes. Para Zaplana, o termo “smart” tornou-se excessivamente genérico e, muitas vezes, vazio de significado. “Precisamos recheá-lo de conteúdo”, defendeu, destacando que inteligência turística vai além da tecnologia e depende da utilização estratégica de dados para promover sustentabilidade, competitividade e qualidade de vida.

 O Tech+Summit também teve na programação os painéis “Tecnologia como Estratégia Global para o Trade Turístico”; “Ambientes de Inovação como Atrativos Turísticos”; “Legado para destinos turísticos inteligentes: tecnologia, eventos e inovação como estratégia para as cidades”, além da apresentação do case da BRT e de pitches Tech+ com associados da Assespro e do Curitiba Convention (B2b Hotel, representado por Higino Mandaji; Operadora Shultz, por Horst Shulz e Motu inteligência Digital, por Tiago Winhaski), seguido de coquetel de networking. O encontro contou ainda com patrocínio de dois mantenedores: o Hotel Saint Emilion by Atlântica e a Inova Tradução.

Crédito foto: Divulgação Assespro-PR