segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Raulino lança carta de cervejas especiais

 

 As cervejas artesanais vêm ganhando espaço em ambientes de alta gastronomia. O preparo cuidadoso e a riqueza de aromas e sabores destas bebidas se aliam com a cozinha em vários aspectos e criam surpreendentes harmonizações. O Raulino Cozinha Autoral selecionou cinco rótulos da cervejaria carioca Three Monkeys Beer, valorizando essa tendência e abrindo mais uma possibilidade para os clientes terem uma experiência única no restaurante.

Um sabor tradicional é encontrado na Classic IPA, cerveja do estilo American IPA com 6% de teor alcoólico. De médio para alto amargor, é feita com lúpulos mais clássicos Amarillo, Centennial e Citra, aliados ao toque tropical dos lúpulos El Dorado e Galaxy. Uma bebida rica em toques cítricos que vai muito bem com queijos fortes e pratos mais pesados. Outra escolha interessante é a Cool Lager, com toque mais tradicional. O lúpulo neozelandês Motueka é bem equilibrado, acompanhado de baixo amargor e teor alcoólico de 5%. O sabor é bem destacado por frutas cítricas como limão e lima.

Fãs de bebidas mais ácidas encontram duas pedidas no Raulino. A I’m Sour é uma cerveja que leva pitaya e goiaba, muito frutada e com toque refrescante. Com baixo amargor e teor alcoólico de 6,3%, combina bem com entradas de frutos do mar e queijos. Já a I’m Damn Sour combina maracujá com pitaya, um pouco menos doce que a anterior. Também atinge 6,3% de teor alcoólico. E a Wit IPA celebra aromas cítricos e sabores frutados, destacando a adição de casca de laranja em sua receita. Encorpada e com boa formação de espuma, alcança 7% de grau alcoólico e médio amargor, ideal para harmonizar com pratos mais complexos e que destaquem sabores mais fortes.

A alta gastronomia do Raulino Cozinha Autoral passeia por variadas referências tradicionais com toque contemporâneo. Ingredientes frescos, atenção a insumos sazonais de alta qualidade e a criatividade são pontos de destaque da casa. Essas características se alinham com as cervejas selecionadas, que harmonizam com muitas pedidas. Um dos destaques na parte de entradas, por exemplo, o Nori com creme de limão artesanal, pepino crocante, óleo de gergelim e lagostim grelhado, combina com as cervejas sour. Enquanto um prato mais forte como o Porco Moura ao vinagrete com farofa de cebola caramelizada e maionese de limão pode ser degustado com a Wit IPA.

O Raulino Cozinha Autoral funciona na Rua Recife (nº 220), no bairro Cabral, em Curitiba, de terça a sexta-feira, das 18h30 às 23h; aos sábados, das 11h30 às 15hs e das 18h30 às 23hs, e aos domingos e feriados, das 11hs às 15hs. As reservas podem ser feitas pelo WhatsApp (41) 92004-7748. - Fotos divulgação e Marian Guimarães.

Projeto Mulheres do Nosso Bairro

 
As mulheres continuam sendo o público mais afetado pela pandemia da Covid-19 e são as que levarão mais tempo para restaurar as condições socioeconômicas anteriores a março de 2020. De acordo com relatório da ONU Mulheres, elas perderam 54 milhões de empregos e, ao final de 2021, enquanto os empregos dos homens já estarão recuperados, 13 milhões delas ainda estarão desalocadas. Soma-se a este problema o aumento da violência doméstica, a sobrecarga do trabalho não remunerado, a diminuição de acompanhamento gestacional e ginecológico, entre outros fatores que deterioram a qualidade de vida.

Com o objetivo de reduzir o impacto deste cenário ainda mais desigual, e apoiar mulheres na superação de parte desses desafios, a ENGIE Brasil Energia, companhia que está implantando o Sistema de Transmissão Gralha Azul no Paraná, celebra em outubro os resultados da primeira edição do Projeto Mulheres do Nosso Bairro, lançando o seu segundo edital, que oferece apoio financeiro a empreendimentos locais liderados por mulheres.

Criado e implantado em 2020, em sua primeira edição, a ENGIE recebeu mais de 300 inscrições e selecionou 28 empreendimentos de 23 municípios em 10 estados, que receberam aportes de R$ 5 mil, R$ 10 mil e R$ 20 mil reais. Em menos de um ano, os negócios apoiados mais que duplicaram suas receitas (incremento médio de 139%) com 96% das empreendedoras se sentindo mais confiantes e preparadas para a condução de seus estabelecimentos.

Outro ponto de destaque é que em 40% dos casos o empreendimento já se tornou a principal fonte de renda familiar. Além desse resultado positivo, foi possível observar uma melhora na qualidade de vida das participantes: o índice de felicidade dessas mulheres com os seus negócios alcançou 91,2%.

Em sua nova edição, ainda mais fortalecida por meio da parceria da ENGIE com o Consulado da Mulher, ação social da Cônsul, serão selecionados 25 empreendimentos locais de pequeno porte para aceleração, com fomento de R$ 10 mil cada.

Além disso, também serão selecionadas três Organizações da Sociedade Civil (OSC) para atuarem como multiplicadoras do projeto. Cada uma das OSCs receberá formação por parte do Consulado da Mulher e um aporte de R$ 40 mil para investir na capacitação de 25 empreendedoras individuais, alcançando um total de 75 beneficiadas que receberão um fomento direto de R$ 2 mil, desde que concluam a capacitação proposta. Adicionalmente, as empreendedoras individuais de maior destaque receberão equipamentos da linha branca Consul.

Com a inclusão das multiplicadoras, a ENGIE pretende ampliar o alcance para além das regiões próximas de suas usinas, projetos e da sede, em Florianópolis.

Estamos cada vez mais comprometidos em agir pela igualdade de gênero e, neste último ano, fez-se ainda mais necessário promover ações efetivas para que mulheres e meninas tenham mais oportunidades para realizar todo o seu potencial. Criamos o Mulheres do Nosso Bairro para atender este público prioritário, especialmente nas comunidades onde atuamos e, nesta segunda etapa, temos a oportunidade de expandir essa atuação com parceiros que compartilham do mesmo propósito”, conta Luciana Nabarrete, Diretora Administrativa da ENGIE Brasil Energia.

Com investimento em torno de R$ 1,2 milhão, o projeto contribui diretamente para o Objetivo 5 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs), da ONU, que consiste em alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas. O Mulheres do Nosso Bairro representa um reforço à adesão da ENGIE aos Princípios de Empoderamento das Mulheres” (WEPs, sigla em inglês de Women’s Empowerment Principles), uma iniciativa da ONU Mulheres.

As inscrições para a nova etapa do programa Mulheres do Nosso Bairro poderão ser realizadas entre os dias 19 de outubro e 05 de novembro, pelo www.mulheresdonossobairro.com.br, onde as proponentes serão direcionadas para inscrição de seus projetos na Plataforma do PROSAS, em edital especialmente criado para essa ocasião especial.

A organização conjunta deste 2º edital entre a ENGIE e o Consulado da Mulher, ação social da Cônsul (uma das marcas Whirlpool), foi possível em razão da iniciativa Parcerias do Bem, estabelecida pela ENGIE com engajamento dos seus clientes. .


Halloween no Shopping Jardim das Américas

Mais uma vez, o Shopping Jardim das Américas promoverá um Halloween com muitos doces e travessuras nos dias 30 e 31 de outubro. E para aproveitar o espírito da tradicional festa americana, o Shopping criou duas oficinas superdivertidas: Oficina Fantasma de Algodão e Oficina Pirulito Vampiro.  

 

A ação acontecerá na Praça de Eventos - 2º Piso, das 14h às 20h. Com capacidade de até 10 crianças, de 4 a 12 anos, por horário, as inscrições serão feitas no local. As oficinas têm duração de 30 minutos cada. A participação é gratuita.

 

As crianças podem vir fantasiadas e ainda aproveitar para conhecer o Dreams Games e Boliche, curtir um filminho no Cinema Cineplus e conhecer o famoso algodão doce da Cololido.

 

O Shopping pratica todos os protocolos sanitários exigidos devido à pandemia. O uso de máscara é obrigatório a partir de 3 anos de idade. Vale ressaltar ainda toda a responsabilidade social do empreendimento junto a seus colaboradores, clientes e lojistas, visando não apenas durante a pandemia, mas principalmente o respeito aos que escolhem o empreendimento para se divertir em família.

 

Shopping Jardim das AméricasAv. Nossa Senhora de Lourdes, 63 - Jd. das Américas

Compras online – assistente virtual - FLORA (41) 99238-1421

(41) 3366-5885

Campanha Aniversário Premiado Condor segue até 4 de novembro

Ainda dá tempo de participar da Campanha Aniversário Premiado Condor, que segue até 4 de novembro com sorteios de vales-compras de R$500,00. A ação, desenvolvida para comemorar o aniversário de 47 anos do Condor, consiste em reverter um número da sorte a cada R$50,00 em compras, que servirão de base para os sorteios da Loteria Federal.

Um dos ganhadores, Floriano Chicorski, destacou a importância da campanha em um momento como este, em que diversas pessoas foram impactadas economicamente pela pandemia. “Esta campanha ajuda bastante a família paranaense, que está precisando, e vai nos ajudar no orçamento aqui de casa, pois será utilizado em compras para a família”.

O sorteado Ronaldo da Silva disse que o prêmio chegou em boa hora e que já tem destino certo. “Vou usar o vale-compra para fazer uma compra maior para o final de ano e eu e minha família vamos poder ter festas bem fartas. O valor também vai me ajudar no orçamento familiar, pois vou poder me organizar nas despesas de casa”, contou.

A campanha Aniversário Premiado Condor está sorteando 4 mil vales-compras de R$500,00, totalizando R$ 2 milhões em prêmios. Os sorteios são realizados todas as quartas e sábados pela Loteria Federal.

Os números da sorte da campanha são automaticamente gerados no CPF fornecido no caixa, no momento da compra, desde que tenham cadastro completo no Clube Condor. Os números da sorte, bem como o saldo e extrato do “Clube Condor com Dinheiro de Volta”, podem ser consultados via login e senha em www.clubecondor.com ou pelo aplicativo do Clube Condor, disponível para Android e IOS. O regulamento da promoção está disponível em www.condor.com.br/aniversario.

Torre brasileira da Ponta da Integração está concluída

O apoio principal brasileiro da Ponte da Integração Brasil-Paraguai foi concluído no mês de outubro. Com 190 metros de altura, a torre será um dos dois apoios que sustentará a ponte de 760 metros de comprimento, próximo ao Marco das Três Fronteiras, unindo Foz do Iguaçu (BR) a Presidente Franco (PY). Do lado paraguaio, a torre deve chegar a 175 metros de altura até o final do mês.

As informações são do boletim divulgado pelo consórcio responsável pela obra. De acordo com o boletim, a Ponte chegou a quase três quartos de sua conclusão, ou 71,5%, no mês de outubro. Até o momento já foram investidos cerca de R$ 166 milhões, de um total previsto de R$ 323 milhões, recursos pagos pela margem brasileira da Itaipu Binacional. A expectativa é que a obra, iniciada em agosto de 2019, esteja concluída até setembro de 2022.

A nova estrutura está em construção sobre o Rio Paraná, próximo da confluência com o Rio Iguaçu e da fronteira com a Argentina. A iniciativa é do governo federal, com gestão do governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR). Segundo o boletim, em outubro ocorreu o posicionamento da 4ª aduela metálica no vão livre da ponte. No total, 37 aduelas irão compor o vão central até o final da obra.

Quando concluída, a Ponte da Integração Brasil-Paraguai terá 760 metros de comprimento e vão-livre de 470 metros. Serão duas pistas simples com 3,6 metros de largura, acostamento de 3 metros e calçada de 1,70 metro nas laterais.

A nova ponte permitirá que veículos pesados provenientes do Paraguai e da Argentina deixem de transitar pelo centro de Foz do Iguaçu, além de desafogar a Ponte Internacional da Amizade, hoje principal ligação entre Brasil e Paraguai. - Foto Rubens Fraulini/ Itaipu Binacional 

Jantar harmonizado no L’Épicerie

Os vinhos da vinícola argentina Marchiori & Barraud, recém-chegados ao Brasil, serão os protagonistas do próximo jantar harmonizado do L’Épicerie que já tem data para acontecer: será nos dias 26 e 28 de outubro, a partir das 19hs. Nesta harmonização, clássicos da culinária francesa serão harmonizados com vinhos da prestigiada vinícola boutique que tem a frente Andrea Marchiori e Luis Barraud, ambos de famílias tradicionais no ramo da vitivinicultura, antigos enólogos e proprietários da aclamada Viña Cobos até 2016.

O casal, que deixou um legado junto com Paul Hobbs na Cobos, agora se dedica a produção dos seus próprios vinhos num dos melhores terroirs de Mendoza, em Perdriel. O jantar, que será em parceria com a importadora Oceana e com a Empório Winiarski, distribuidora exclusiva dos vinhos da Marchiori & Barraud em Curitiba, terá um custo de R$ 184 por pessoa + serviço.

Para abrir a noite, a Mise en Bouche será um Queijo de cabra quente sobre torradas e folhas verdes. O vinho um Chardonnay argentino, Marchiori & Barraud Chardonnay 2020, acompanhará a entrada.

O primeiro prato será uma harmonização do tradicional Cassoulet, um guisado de feijão branco, coxa de pato desfiada e paio, com um Malbec mendocino, o Marchiori & Barraud Malbec 2019.

Para o prato principal, Tournedos de Mignon Roquefort servido com batatas gratinadas. Para harmonizar, dois grandes vinhos da vinícola. Será servido simultaneamente: o vinho de parcelas Cuartel 2 Marchiori & Barraud 2019 e o blend Hornero Marchiori & Barraud 2018.

Para finalizar a noite, Profiteroles, uma massa Carolina, sorvete de baunilha e calda de chocolate meio amargo.

O menu harmonizado tem o custo de R$ 184,00 por pessoa + serviço. Sugere-se a reserva prévia, pelo número reduzido de lugares ofertados.  Reservas podem ser realizadas pelo telefone (41) 3044 4744 e (41) 9 9698 6390, após as 16hs. O restaurante L’Épicerie está situado na Rua Fernando Simas, 340, no Bigorrilho.- Fotos divulgação.

Gianttura estréia no Restaurant Week

O Restaurant Week Curitiba está chegando em sua reta final, vai até dia 31 de outubro. O tema para esse ano foi ‘Sabores da infância” com a participação de mais 40 restaurantes, sendo alguns deles pela primeira vez. Como acontece anualmente e uma instituição é beneficiada, nesta 22a. edição é o Complexo Pequeno Princípe. A cada menu vendido no evento gastronômico, os clientes podem conbtribuir com a doação de R$1. A contribuição é opcional, e o valor é acrescido à conta final do cliente que deseja participar. 

Outra novidade é que nas mesas dos restaurantes há um QR Code que, por meio dele, o cliente que solicitar o cartão de crédito o banco Digio (um dos patrocinadores do evento), irá ganhar R$ 30 diretamente como bônus em fatura, após a primeira compra usando o cartão Digio.. Para isso, basta o cliente ter o aplicativo do Digio, plataforma digital de serviços financeiros com produtos e serviços, instalado em seu smartphone.

O restaurante Gianttura do chef Hermes Custódio, localizado no Largo Pedro Deconto, 295, Bigorrilho, é um dos estreantes. No almoço entradas como Mix de folhas com chutney de manga e aceto de romã ou ...


 ...tartar de peixe-branco, uma sugestão bastante saborosa e criativa.

Como prato principal o Saint Peter grelhado a belle meunière, acompanhado de musseline de batata-salsa, simplesmente fantástica, ou...

 
....Espaguete alla putanesca, massa artesanbal e muito leve, trazendo um molho cheio de história e sabor. Pergunte ao chef sobre este prato, vai surpreender com sua história. 

De sobremesa Pudim de leite com calda de frutas vermelhas ou ...

...Brigadeiro de colher em verrine. 

No jantar, entradas como Torresmo com geleia de pimenta com especiarias e limão siciliano ou Carpaccio de Salmão gravlax com folhas verdes, creme azedo e ovas de shoyu. 


Prato principal, Risoto de camarão com pupunha in natura e champanhe  ou Vero mignon grelhado à parm
iggiana com lardo, molho de tomates frescos gratinado com parmesão (foto) e talharim em manteiga de sálvia. 

Ainda há uma opção vegetariana. Como sobremesa, Tarte de limone ou Mousse de chocolate meio amargo com sorvete de manga. Os valores são fixos para o menu completo (entrada, prato principal e sobremesa), sendo R$ 59,00 no almoço e R$ 74,90 no jantar

Sobre o Chef

À frente do Gianttura está o chef Hermes Custódio, que tem sido uma referência na cozinha clássica, com vitoriosa e consolidada carreira de mais de duas décadas. Passou alguns anos no inesquecível Boulevard, do chef Celso Freire, saiu para inaugurar o Vin Bistro (hoje K.Sa) e algum tempo depois foi para o Castelo do Batel, onde comandou os eventos por mais de dez anos. Na Europa, passou por imersão gastronômica em Il Vigneto, em Alba, na Itália, e concluiu sua especialização em sous vide no Instituto Alain Ducasse, na França. Desde 2018 também é professor do Centro Europeu, ministrando a disciplina de Cozinha Clássica.  No Gianttura o chef Hermes Custódio prepara cada prato com muita dedicação e paixão pelo que faz.

O Gianttura fica no Largo Pedro Deconto, 295, Bigorrilho. Abre para almoço terça a  sexta, das 11h45 às 15hs, sábados e domingos, das 12hs às 15h30Tem estacionamento próprio e gratuito. - Fotos divulgação e Marian Guimarães.

domingo, 24 de outubro de 2021

Vinhos uruguaios sempre bem-vindos

Argentina e Chile são os primeiros países latinos que vêm à mente quando se pensa em vinhos requintados e de qualidade. Porém, existe outro país platino vizinho do Brasil que tem tradição, qualidade e vinhos exclusivos que muitas vezes passam despercebidos pelos consumidores brasileiros: o Uruguai.

A história dos vinhos no país “Hermano” data de muito tempo. A produção começou em 1600, com muita influência dos espanhóis, que representavam 90% da população da época. Porém, foi em 1870 que o Uruguai passou a ganhar uma identidade própria.

Pascual Harriague plantou na região de Salto, Costa Oeste do país, as primeiras vinícolas de Tannat, uva oriunda do sul da França que é conhecida pelo alto teor de taninos que permite a produção de vinhos poderosos e com grande poder de guarda.

Assim como a uva Malbec é associada à Argentina e a Carménère ao Chile, a Tannat se tornou a “uva do Uruguai”, sendo, inclusive, por muitos anos, conhecida como “Harriague”, tamanha a importância do vinicultor na história de produção de vinhos do Uruguai.

O casamento entre o uruguaio e o vinho Tannat tinha tudo para dar certo mesmo. Como esses vinhos são bem encorpados, eles são ideais para acompanhar carnes vermelhas, e o povo uruguaio é a nação que percentualmente mais consome carne no mundo”, diz Jonas Martins, sommelier e gerente comercial da MMV Importadora. Ele conta que um levantamento recente aponta que, em média, cada uruguaio consome 56 quilos de carne por ano.

A MMV, recentemente, adicionou ao seu portfólio de vinhos uma série de rótulos uruguaios da vinícola Varela Zarranz, que tem mais de 130 anos de história. A vinícola preserva elementos patrimoniais da vitivinicultura uruguaia, em uma perfeita harmonia entre tradição e novas técnicas de produção. São mais de 100 hectares de plantio com uma série de uvas, como a já citada emblemática Tannat, assim como a Cabernet Sauvignon, cultivada desde o final do século XIX, a Cabernet Franc e a Merlot, além das uvas brancas, como a Chardonnay, a Sauvignon Blanc, a Viognier e, com exclusividade, a Muscat Petit Grain.

Entre os rótulos trazidos pela MMV, não poderia faltar o famoso Tannat. O Varela Zarranz Roble Tannat é, nas palavras do sommelier Jonas Martins, um “puro sangue” dos Tannats, remetendo à outra paixão dos uruguaios, os cavalos. De cor vermelha granada intensa, o vinho lembra aromas de frutas escuras e compota que se misturam à tosta e baunilha. Com taninos elevados, é um vinho com muita presença. 

“Um dos nossos objetivos em trazer o Roble Tannat é aproveitar também o fato de que o churrasco uruguaio está em voga no Brasil. Eles têm todo um jeito diferente de assar a carne, com o uso de parrillas, cortes especiais e técnicas. E claro, para uma experiência completa, nada como um belo Tannat”, explica Martins.

Outro rótulo interessante é o Varela Zarranz Roble Marselan. Também originária do sul da França, essa uva teve uma adaptação fantástica no Uruguai. Apesar de permitir a produção de vinhos muito requintados, a Marselan é uma uva pouco conhecida em relação às outras uvas mais famosas. De cor vermelho-púrpura, o Roble Marselan é complexo ao nariz, em especial por conta das especiarias, como cravo, canela e pimenta, sendo marcante em boca e com taninos redondos. A garrafa será comercializada em torno de R$130,00 reais, o que é um ótimo custo-benefício.

Para contrastar um pouco com a pungência dos vinhos acima, o OMM Marselan Rosé é um achado da MMV. O rótulo da garrafa, inclusive, é uma alusão a uma mulher praticando Yoga, em referência ao equilíbrio e à leveza desse rótulo. Com aromas que lembram groselha, cranberry, morango, cerejas e um leve toque de caramelo, esse Rosé é muito vivo, com um frescor marcante. Mesmo com a alta do dólar, esse vinho chega ao cliente da MMV em torno de R$50,00 a garrafa, um preço muito atrativo. - Fotos divulgação.

Programa de Apoio Direto à Inovação

Agricultores familiares da Bacia do Rio Miringuava, em São José dos Pinhais (PR), têm agora uma estufa a sua disposição como apoio na produção e distribuição de mudas, além de servir como laboratório de referência para o cultivo do morango e outras culturas. O espaço, inaugurado na sexta-feira (22/10), faz parte do Programa de Apoio Direto à Inovação (PADI), que tem aproximado 101 pequenos produtores de inovações para superar gargalos tecnológicos e de técnicas sustentáveis para aliar a agricultura com a conservação da natureza.

O programa é uma parceria do Sebrae/PR com a Fundação Grupo Boticário no âmbito do movimento Viva Água. O coletivo busca conscientizar e integrar atores de diferentes setores sobre a importância da bacia hidrográfica do Rio Miringuava, que beneficia diretamente cerca de 600 mil pessoas da Grande Curitiba, incluindo indústrias e produtores agrícolas. A partir da melhoria da infraestrutura natural e do fomento de negócios com impacto socioambiental positivo, o movimento visa contribuir com a segurança hídrica e com a adaptação às mudanças climáticas – dois grandes desafios a serem enfrentados e superados também pelos pequenos produtores.

Nessa direção, algumas das inovações trazidas pelo PADI são o repasse de tecnologia e capacitação dos agricultores, o acesso a mercados de produtos sustentáveis, a capacitação e acesso à tecnologia bioecológica para controle de pragas e a sustentabilidade econômica das inovações.

Durante o programa, foram realizadas 18 oficinas com os produtores rurais, por meio de ações individuais e coletivas, para disponibilizar conhecimentos de agricultura familiar de alto desempenho, com técnicas de preservação da qualidade da água, do solo e da biodiversidade. Foram introduzidas novas práticas de manejo e cultivo sustentável, implantação de técnicas de gestão e controle da propriedade e apoio ao desenvolvimento de novos produtos, com maior valor agregado.

 
A estufa é uma das 18 unidades de referência implantadas durante o projeto. No espaço, os agricultores de toda a região podem ter acesso a informações, insumos e equipamentos para o cultivo do morango – produto com grande potencial na região, e outras frutas vermelhas, como amora, framboesa e mirtilo. Pronto para receber treinamentos e oficinas práticas, o local também estará aberto para a realização de testes de manejo, com o uso de diferentes espécies de morango, para aprimorar técnicas de cultivo.

A unidade de referência tem como objetivo a avaliação das tecnologias e das práticas indicadas pelos especialistas. Com base nos primeiros resultados, o processo poderá ser replicado por meio da realização de eventos e atividades que permitam a difusão dos novos conhecimentos tecnológicos”, comenta o gestor do Sebrae/PR em São José dos Pinhais, Marcelo Cantero de Castro.

Outro benefício da estufa aos produtores locais será a distribuição mensal de cerca de 33 mil mudas de hortaliças e frutos, como brócolis, couve-flor, repolho e maracujá, com plano de ampliação para 2022. O espaço será administrado pela Coop Hort, cooperativa de agricultores familiares parceira do movimento Viva Água.


Dores dos pequenos produtores

A necessidade de adaptação aos eventos climáticos extremos provocados pelas mudanças do clima, a falta de planejamento e diversificação produtiva, os danos causados por doenças e pragas, a baixa assistência técnica e práticas agrícolas pouco utilizadas e difundidas são alguns dos gargalos dos pequenos produtores que o PADI se propõe a contribuir e enfrentar.

O apoio ao produtor familiar é fundamental para que novas práticas e tecnologias sejam agregadas aos cultivos. Dessa forma, além de trazer maior valor às produções e gerar mais renda, as novas práticas também trazem a premissa de serem mais sustentáveis, o que também beneficia o meio ambiente e a segurança hídrica”, afirma o gerente de Economia da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário, Guilherme Karam.

O produtor José Augusto Zanchetta, da comunidade Campina do Taquaral, São José dos Pinhais, faz parte da quinta geração familiar que mantém viva a tradição na produção de uvas. Ele buscou o programa com o objetivo de transformar sua propriedade em um espaço modelo, que une turismo, gastronomia e produção rural. “As novas técnicas me ajudaram bastante, principalmente na poda das árvores frutíferas, algo que possuía dificuldade”, esclarece. 

Zanchetta conta que conseguiu elaborar projetos para a produção de uma horta que funcione no esquema ‘colha e pague’. Além disso, diversificou sua produção e criou uma oficina de compostagem. 

O programa me ajudou a construir tudo isso. Consegui criar um ciclo, onde as cascas de frutas e legumes vão para a compostagem, se tornam adubo, auxiliam no crescimento de novas produções e da horta. As técnicas já estão me auxiliando a diminuir custos e a facilitar a rotina do dia a dia”, completa.

Maisa Lima de Amorim, agricultora orgânica há 5 anos na Colônia Murici, em São José dos Pinhais, diz que o processo de orientação foi fundamental e já nota benefícios em sua produtividade e na otimização do tempo. “Foram realizadas oficinas que me ajudaram a conhecer novas técnicas e ferramentas que diminuem a mão de obra no processo de plantio. Além disso, consegui elaborar o manual de boas práticas de fabricação de acordo com o meu negócio e também tive auxílio a um projeto, com maquinário ideal, para a construção de uma cozinha industrial”, finaliza.

Serviço

A estufa do Programa de Apoio Direto à Inovação / Movimento Viva Água fica na Rua Francisco da Cruz, 120, bairro Campo Largo da Roseira, em São José dos Pinhais (PR). Para ter acesso aos recursos da estrutura, o produtor precisa agendar um horário pelo telefone (41) 99179-7575. - Fotos Inove Fotografia e Ass.Imp. Sebrae


sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Aproveitando o fim de semana

A Estância Hidromineral Ouro Fino conta com 7 trilhas diferentes, fontanários de água mineral natural, bosque, um mantenedor de animais silvestres, lagos, mirantes e churrasqueiras. Além das piscinas de água mineral natural e a Cascata dos Amores, que estavam com acesso bloqueado desde o início da pandemia por medida de precaução. Estes dois atrativos reabrirão a partir deste final de semana (23 e 24) para uso dos visitantes, com capacidade reduzida a 50%. O final de semana ainda conta deliciosas opções de comidinhas oferecidas pelos food trucks. A programação detalhada está disponível no perfil do Instagram da Ouro Fino instagram.com/aguasourofino.

As churrasqueiras também podem ser reservadas e custam R$30. Para fazer a sua reserva, é necessário acessar o site e garantir os ingressos e churrasqueira com antecedência aguasourofino.com.br/estancia-ouro-fino ou adquirir diretamente na portaria no dia da visita.

O acesso à Estância é liberado das 9hs às 17hs e o funcionamento dos food trucks acontece das 11hs às 16hs. O ingresso custa R$ 25 adultos (entre 13 e 59 anos) e R$ 12 infantil e idoso (entre 4 e 12 anos e para maiores de 60 anos).

O espaço segue todos os protocolos de segurança e permite que as famílias tenham momentos especiais de conexão com a natureza. São diversas atrações para aproveitar e desconectar da cidade grande.

Para oferecer segurança aos visitantes, todos que acessarem a Estância devem passar por medição de temperatura e permanecer de máscara durante toda a vista. Além disso, o parque segue operando com número reduzido de pessoas, sendo assim, para garantir a entrada e a churrasqueira, a recomendação é comprar os ingressos antecipadamente pelo site aguasourofino.com.br/estancia-ouro-fino.

Estância Hidromineral Ouro Fino abre ao público de terça-feira a domingo, das 9hs às 17hs. Horário de funcionamento serviço de food trucks: das 11hs às 16hs

Endereço: Estrada Ouro Fino, s/n, Campo Largo – PR (acesso por ônibus a partir do Terminal de Campo Largo, com a linha 107 Bateais)

Sobre a Ouro Fino

A água mineral natural Ouro Fino é envasada e distribuída desde 1898. Com 120 anos, localizada em Campo Largo, no Paraná, consagrou-se como uma das maiores empresas de água mineral natural do Brasil. A pureza e a qualidade são garantidas por mais de 6 milhões de m² de preservação ambiental. Água mineral natural de pH alcalino, pura, leve e com baixíssimo teor de sódio. Hoje a Ouro Fino conta com um portfólio completo de produtos capaz de atender a todas as ocasiões de consumo.- Fotos divulgação.


22 de outubro Dia do Enólogo

Enologia é a ciência que estuda a produção dos vinhos. No dia 22 de Outubro de 1976 a profissão de Enólogo foi regulamentada em todo o Brasil. Além disso, em homenagem ao aniversário da Associação Brasileira de Enologia (ABE), todo ano comemora-se o Dia do Enólogo nesta data.

Os enólogos são os criadores do vinho, responsáveis por todas as etapas de elaboração da bebida, desde as condições do clima, a escolha do solo, da variedade de uva, os métodos de colheita e plantio, fermentação, engarrafamento e envelhecimento. Geralmente são graduados em Agronomia ou Enologia e dominam áreas diversas como geologia, biologia, estatística, física e química. 

O estudo da enologia se profissionalizou em 1876 quando surgiu a primeira escola no mundo, na Itália. No Brasil, o primeiro curso foi fundado em 1959, em Bento Gonçalves (RS).

Para homenagear esses profissionais fundamentais para o mundo dos vinhos, conversamos com sete enólogos de renome mundial: questionamos a motivação pela profissão e pedimos que destacassem alguns vinhos de seus portfólios. Todos têm seus produtos trazidos ao Brasil pelas importadoras Porto a Porto e Casa Flora. Confira!

João Maria Ramos (João Portugal Ramos)

Filho do renomado enólogo João Portugal Ramos, João Maria faz parte da segunda geração do grupo a elaborar vinhos. A vinícola João Portugal Ramos iniciou suas atividades na região do Alentejo, Sudeste de Portugal, em 1980. Hoje o grupo é um dos principais produtores portugueses, com reconhecimento internacional e diversos prêmios. Além do Alentejo, atua nas denominações do Vinho Verde, Douro e Beiras.

O que te motiva a ser enólogo?

A paixão pelo vinho me foi transmitida pelo meu pai e pelos meus avós. A grande motivação é saber que todos os vinhos podem ser aperfeiçoados, logo, todos os dias temos que melhorar o nosso trabalho e experimentar métodos novos. Cada vez mais penso que o nosso trabalho é traduzir as expressões da vinha e das uvas numa garrafa de vinho, temos que saber interpretar muito bem a natureza para conseguir fazer esta tradução.

Dos seus vinhos que fazem parte do catálogo da Porto a Porto, qual você destaca?

Inevitável destacar o Marquês de Borba Reserva, é um vinho muito especial para a nossa família. Começou na safra de 1997 e apenas é feito em anos extraordinários. Nesses anos temos conseguido obter vinhos únicos e com uma capacidade de envelhecimento enorme. O 2017 fica na memória de quem o bebe, um grande vinho sem dúvida. Outro vinho que não posso deixar de destacar é o Pouca Roupa, que marca entrada da segunda geração na empresa, é um vinho pensado por mim e pela minha irmã Filipa, tentando atrair os consumidores mais jovens; descomplicado e divertido, para ser bebido em jantares com amigos.

 

Jean Jacques Dubourdieu (Domaine Denis Dubourdieu)

Coproprietário da francesa Domaine Denis Dubourdieu, e filho do famoso enólogo Denis Dubourdieu, Jean-Jacques Dubourdieu, atua na empresa desde 2006. Com o falecimento de Denis Dubourdieu (em 2016, no mesmo ano em que foi eleito Homem do Ano pela revista inglesa Decanter), assumiu o comando das cinco propriedades em Bordeaux, na França, juntamente com seu irmão Fabrice. Formado em Enologia, pela Universidade de Bordeaux, auxilia nas questões de viticultura e enologia, além de ser responsável por divulgar os vinhos da Domaine pelo mundo. 

O que te motiva a ser enólogo?

Tive a chance de crescer no Château Reynon e fiz o meu primeiro vinho em 1993, aos 12 anos. Também cresci ao lado do Denis Dubourdieu, o meu pai, grande professor de enologia. Fui treinado muito jovem e na verdade pensei que era normal! Nunca imaginei fazer outra coisa!

Dos seus vinhos que fazem parte do catálogo da Porto a Porto, qual você destaca?

Adoro o Clos Floridene branco, que é referência em vinho branco em Bordeaux. O terroir único de calcário, e a uva Sémillon de vinhedos antigos, tornam este vinho completamente notável. O Château Reynon tinto tem um valor incrível, um grande Merlot da Margem Direita. O Château Doisy Daëne Barsac é também um vinho muito importante para a nossa família: está em nossas raízes, o meu bisavô, Georges Dubourdieu, comprou este vinhedo em 1924. Além de toda a nossa história ter começado com este Château, este vinho pode envelhecer séculos.

 

Ana Urbano (Caves Messias)

Enóloga da vinícola portuguesa Caves Messias, graduou-se na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Atualmente é responsável pela produção, estágio e engarrafamento dos Vinhos do Porto.

O que te motiva a ser enóloga?

O que me motiva é todo o processo que leva à transformação da uva num produto único como o vinho, algo incrível como a alquimia de juntar vinhos, como no caso do vinho do Porto, para definir estilos. Também o fato de estimular os nossos sentidos e, claro, de poder degustar e apreciar um vinho com quem mais gostamos e saber que mais alguém poderá partilhar essa mesma paixão e experiência num local remoto no mundo.

Dos seus vinhos que fazem parte do catálogo da Porto a Porto, qual você destaca?

Destaco dois. O Quinta do Valdoeiro Reserva, por ser um vinho de grande complexidade aromática, no qual encontro a fruta preta aliada a notas de iodo; em boca tem grande intensidade, com taninos bem sedosos, com uma frescura incrível. Também o Porto Messias 10 Anos, de grande equilíbrio entre fruta seca e algumas notas de folhas de chá; em boca a frescura e a complexidade de um vinho com mais de 10 anos de estágio em madeira, com taninos redondos, que deixam uma presença incrível na boca.

 

Rui Veladas (Carmim)

Engenheiro e enólogo da vinícola portuguesa Carmim.

O que te motiva a ser enólogo?

O gosto pelo vinho e pelos seus aspetos técnicos, hedônicos e culturais. Igualmente os desafios que cada vindima apresenta, nenhuma é igual!


Dos seus vinhos que fazem parte do catálogo da Porto a Porto, qual você destaca?

Garrafeira dos Sócios, pela sua história particular e por ter sido o primeiro Garrafeira do Alentejo. É um vinho que permite, mesmo à distância de muitos anos da safra, relembrar as características e o potencial da mesma, com muito prazer à mistura.

 

Tiago Garcia (Carmim)

Também Enólogo da vinícola portuguesa Carmim. Licenciado em Enologia pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Possui pós-graduação em Enologia. pela Universidade de Évora, entre outros cursos do mundo dos vinhos.

O que te motiva a ser enólogo?

É a paixão, estabelecer uma relação com o vinho num percurso sem fim, de viagens constantes, de partidas e regressos, de emoções e desilusões. Aprendi a amar o vinho tenha ele a cor que tiver. Compreender e enquadrar os vinhos que produzimos e bebemos. Explorar ligações gastronômicas diferentes, ser por vezes alquimista, filosófico, poeta. Mas, acima de tudo, compreender melhor o vinho, o seu terroir e as suas características. Construir uma memória que nos relaciona com o vinho de forma autêntica!

Dos seus vinhos que fazem parte do catálogo da Porto a Porto, qual você destaca?

Destaco uma das nossas mais recentes novidades, o Carmim Tarefa tinto 2019. Tarefa em homenagem ao antigo recipiente de barro utilizado durante gerações para armazenar pequenas quantidades de produtos tradicionais. As tarefas eram onde nasciam os vinhos caseiros, antigamente. Este tinto de 2019 é criado a partir de vinhas velhas de castas como Alicante Bouschet, Castelão ou Moreto. Um vinho muito atraente de aromas, com a fruta muito fresca a aparecer e a dominar no imediato. O barro faz-se notar em conjunto com algum agradável vegetal/ervas de cheiro e tom mais terroso no fundo a encaixar muito bem e dar lhe frescura. Destaco a acidez no paladar com a fruta suculenta e muito limpa, muito prazer para beber e acompanhar pratos de gastronomia regional. Um vinho muito atual, mas que, ao mesmo tempo, lembra outras gerações.

Andrés Caballero (Santa Carolina)

Gerente de Enologia da vinícola chilena Santa Carolina, formou-se em Engenharia Agrônoma da Pontifícia Universidade Católica do Chile. Quando entrou na Santa Carolina liderou um processo de desenvolvimento e exploração de novos vales vinícolas. Possui ótimas críticas da imprensa e medalhas em competições internacionais.

O que te motiva a ser enólogo?

Nos mais de 25 anos que trabalho na agricultura, especificamente na enologia, posso dizer que não vivi dois dias iguais. No meu trabalho, todo dia vem com algo novo. Cada dia tem suas próprias surpresas. Um novo desafio. Um novo método. A necessidade de criar um novo produto para resolver um problema que não existia ontem, para aprender e manter-se a par dos avanços na tecnologia. A possibilidade de viajar e conhecer lugares e pessoas. A motivação para viajar vales onde você pode encontrar aquele canto especial com a combinação perfeita de solo, clima, irrigação e sol.

Dos seus vinhos que fazem parte do catálogo da Porto a Porto, qual você destaca?

A linha Carolina Reserva. Não só porque oferece um vinho para cada momento, mas porque

seu caráter frutífero, alegre e de excelente estrutura acompanha a jovialidade.

 

Juan Teixeira

Enólogo na Justino´s Madeira.

O que te motiva a ser enólogo?

É podermos transformar o fruto da videira em uma das bebidas mais interessantes que existem no mundo, sabendo de antemão que existem inúmeros fatores que condicionam a qualidade e o caráter único de cada vinho. No caso do vinho da Madeira, o desafio é muito grande. Trabalhamos com vinhos que outras gerações nos deixaram e fazemos vinhos para as gerações futuras. O vinho da Madeira atinge todo o seu esplendor e complexidade após longos anos a envelhecer em madeira, num processo oxidativo que lhe confere as suas características singulares. Por vezes é frustrante saber que quando alguns dos nossos vinhos estiverem no auge provavelmente já não estaremos por cá. Costumo dizer, por brincadeira, que farei parte do grupo de anjos que participa no “desaparecimento” dos nossos vinhos nas nossas caves e é por isso que eu e minha equipa tentamos fazer o melhor. Muitos vinhos da Madeira são elaborados a partir de blends de vinhos de diversas colheitas. A manutenção da consistência dos vinhos e a garantia de que mantemos o perfil da vinícola é um desafio enorme, pois existem inúmeras variáveis que tornam os vinhos diferentes mesmo sendo da mesma colheita.

Dos seus vinhos que fazem parte do catálogo da Porto a Porto, qual você destaca e por quê?

Gosto de todos os vinhos que compõe o portfólio da Porto a Porto. As Reservas Velhas, de 10 anos, monovarietais, produzidos a partir da Tinta Negra, Sercial, Verdelho, Boal e Malvasia, têm uma grande qualidade e revelam a diversidade que o vinho da Madeira pode apresentar e que nos permite apreciá-lo em quaisquer circunstâncias. Logicamente que a minha preferência vai para os vinhos da Madeira que têm alguma evolução como os Colheita 1997 e 1999 produzidos a partir da Tinta Negra. Se tiver mesmo que destacar um vinho é o Justino’s Madeira Terrantez 1978 pela grande elegância e complexidade que apresenta. A marcada salinidade em fim de boca denota o carácter insular que nos transporta para a Ilha da Madeira se estivermos longe. É o que chamo um vinho de meditação. - Fotos divulgação